Boletos registrados: mais segurança na hora da cobrança
Novas regras na emissão de boletos serão obrigatórias em 2017.

Novas regras na emissão de boletos serão obrigatórias em 2017.
Finais de ano são sempre de trabalho intenso para síndicos e administradoras de condomínios. Para os gestores de edifícios nas cidades do litoral catarinense, o fluxo é ainda maior, já que começam a chegar os turistas e as demandas do dia a dia aumentam. Neste ano, um novo encargo também entra na lista: os boletos registrados.
A partir de 2017, todos os tipos de boletos passarão a ser registrados, de acordo com novas regras da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Na tentativa de evitar fraudes e garantir mais segurança às operações, a nova forma, prevista desde 2013, obriga os administradores de condomínios a recolher os CPFs de todos os condôminos - para que sejam descritos os dados do pagador e do recebedor nos boletos.
Para a síndica Reginalda Stein Scharf, do condomínio Santorini Residencial, no bairro Campinas, em São José, a ideia é boa: “O sistema novo é mais transparente e mais seguro, com os dados das pessoas fica mais difícil fraudar. E os custos são iguais, não tivemos aumento”, avaliou a síndica.
Sem deixar para a última hora, Reginalda atravessa tranquila a transição para o novo modelo. Ela começou a recolher os CPFs dos mais de 50 moradores em setembro, com campanhas e muita conversa. “Dá um pouco de trabalho recolher todos os CPFs, mas não é impossível. É importante a divulgação e o trabalho de conscientização junto aos moradores”, comenta.
Bancos podem cobrar mais de boletos sem registro
O trabalho de transição para o novo sistema é mais difícil junto aos condôminos, segundo a analista Graziela Caroline Cesconetto, do departamento financeiro da Correta Administradora de Condomínios. Ela explica que, com os bancos, o ajuste não é difícil. “A maior dificuldade é o pessoal colaborar”, explica.
Apesar do prazo, síndicos e condôminos que ainda não fizeram a atualização não precisam se desesperar. Conforme Graziela, se em janeiro não tiver sido concluída a transição para o novo modelo, os bancos seguirão emitindo os boletos. Com um porém, no entanto: uma taxa maior. O que, em épocas de crise, não ajuda. “Os bancos vão cobrar uma média de R$ 10 por boleto, enquanto o normal é que, hoje, não passe de R$ 5”, detalha Graziela.
Um dos principais benefícios do boleto registrado é que, após o vencimento, não será mais necessário ir até o banco emissor para quitar o débito. Com a Nova Plataforma, será possível realizar o pagamento em qualquer agência bancária.

Sem atropelos: A síndica Reginalda Stein Scharf começou a cadastrar os CPFs dos mais de 50 moradores em setembro
Prazos para o novo boleto registrado
Em setembro, a Febraban divulgou uma tabela para o início da validação dos boletos de acordo com valor de cada título. Para o alívio dos síndicos, a obrigatoriedade para alteração dos dados não começará no primeiro dia de 2017. Veja abaixo:
Valor do boleto - Data de início da validação
> = 50.000 13/03/2017
49.999,99 – 2.000,00 08/05/2017
1.999,99 – 1.000,00 12/07/2017
999,99 – 500,00 17/09/2017
499,99 – 200,00 21/10/2017
< = 199,99 15/12/2017
Principais mudanças no boleto
VAI CONSTAR o CPF ou CNPJ do pagador.
O CAMPO “cedente” se chamará “beneficiário”.
O TERMO “sacado” será substituído por “pagador”.
DEVERÁ HAVER também o endereço do "beneficiário".
NÃO SERÃO ACEITOS boletos sem valor e sem vencimento.
INFORMAÇÕES de multas e juros serão atualizadas automaticamente na hora do pagamento – sem que seja necessário atualizar o boleto.
OPÇÕES de multas, juros e desconto passam a ser limitadas aos padrões dos bancos.






Deixe o seu comentário
Nenhum comentário registrado