A regularização anual de condomínios junto ao Corpo de Bombeiros
Quem atua como gestor de condomínio, sabe muito bem que existem vários processos e procedimentos que fazem parte de suas obrigações, mas que por vezes se tornam um “pesadelo” na vida do síndico

Quem atua como gestor de condomínio, sabe muito bem que existem vários processos e procedimentos que fazem parte de suas obrigações, mas que por vezes se tornam um “pesadelo” na vida do síndico
Dentre os vários itens apontados por quem administra condomínios, a regularização das edificações junto ao Corpo de Bombeiros – CBMSC está no topo da lista das preocupações e dificuldades encontradas para manter um condomínio “em dia”, seja por questões técnicas dos Sistemas de Segurança Contra Incêndio - SSCI, pela resistência dos usuários, pelos custos de manutenção, pelas mudanças das normas e atualmente, inclusive pela implantação do novo sistema de uso do CBMSC.
É importante registrar que as mudanças de normas e até mesmo do sistema eletrônico utilizado pela instituição CBMSC tem, entre seus objetivos, aumentar a segurança nas edificações e regulamentar os recursos dos SSCI.
Diversas mudanças foram implantadas e várias dizem respeito aos três processos mais comuns: análise de projeto preventivo, habite-se e alvará de funcionamento. Todos, processos obrigatórios quando falamos em condomínios e por isso, tão importantes na obtenção da regularidade da edificação.
O novo sistema eletrônico do CBM foi desenvolvido para atender as demandas encontradas e ofertar dados mais concretos sobre as edificações, os sinistros, as ocorrências em geral, as estatísticas, entre outros, e por isso, sua migração pode parecer complexa, porém necessária, na busca por resultados efetivos na redução de incêndios.
Antes de mais nada, é necessário entender que as edificações apresentam demandas diversas e que “cada caso é um caso”, pois edificações idênticas em sua estrutura podem se enquadrar de forma diferente no que diz respeito aos SSCI, podendo em muitos casos, ter a exigência (ou a dispensa) de um ou outro sistema.
Dados técnicos como: cálculo de áreas, identificação e dimensionamento de sistemas, ocupação, classificação, riscos, carga de incêndio, conhecimento das normas e procedimentos, levantamento histórico documental, entre outros, são temas que podem gerar ou evitar muitos problemas.
O fato é que cada vez mais, ter um bom suporte técnico especializado no tema, tem sido o caminho encontrado por síndicos (especialmente nos condomínios residenciais) para liquidar pendências, muitas vezes acumuladas por vários anos, sem solução.
Néia Lehmkuhl é administradora, especialista pós-graduada em Gerenciamento de Projetos, pós-graduada em Gestão da Segurança Contra Incêndio e Pânico, pós-graduada em Gestão da Qualidade e gerente de Projetos na Portal Sul Energia.






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